Eu usei as drogas mais simples
Vivi dos amores mais errantes
Abusei das paixões mais intensas
Sonhei do jeito que mais doía
Fiz as perguntas mais confusas que poderia ter feito
Confiei em quem não devia
Questionei onde não precisava
Desejei o futuro impossível
Me importei com o que não tinha valor
Adorei a futilidade e me culpei por isso
Não me contentei
Descobri que não há drogas simples
Que nenhum amor é apenas errante
Percebi que nenhuma paixão foi tão intensa quanto a que está por vir
Não existe futuro impossível
Nem perguntas confusas demais para serem respondidas
Determinei que a única pessoa confiável no mundo sou eu, e mesmo assim ás vezes eu me traí
Vi que a importância das coisas estão na cabeça de quem vive
A vida não tem graça sem uma dose de futilidade
E no fim me dei conta, que nada é e nunca será bom o suficiente.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
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